PARA O MEU ANJO.
Dia 22 de Janeiro de 2012,eu lhe perdi,eu perdi a pessoa mais importante da minha vida,o meu amor,a pessoa dos meus sonhos,quem eu sempre quis. O motivo foi por eu ter errado mais uma vez,mas esse erro foi um erro imperdoável,eu sei.
Talvez,você nem se interesse em ler isto,mas antes de partir para um lugar sem volta,eu queria lhe dizer coisas das quais eu nunca te disse antes.
Desde o começo,quando ainda ficavamos eu tinha algo dentro de mim que dizia que era você,o homem da minha vida,a pessoa que eu sempre quis. Por mais que me falassem que você era do tipo que não ligava para nada,só pensava em você mesmo,eu persisti em nós.
Da primeira vez,você me decepcionou muito,mas isso não interferiu no que eu sentia,em nenhum momento eu fiquei com ódio de você,pelo contrário,eu continuei atrás de você,falando que eu tinha saudades,que você me fazia feliz e então,depois de tanta insistência minha,você pediu para sair comigo,e sem pensar duas vezes,na mesma hora eu aceitei,mesmo sabendo que corria o risco de me decepcionar de novo. O porque disso,era a esperança que eu tinha dentro de mim,e eu estava certa.
Nós começamos a ficar,e eu comecei a te amar de uma forma inexplicável e a cada dia mais o meu amor aumentava.
Eu me lembro do primeiro “eu te amo” que você me disse,e lembro de como eu me senti ao ouvir aquilo.
Depois de um tempo,você me pediu em namoro. Os meses foram se passando,brigavamos muito,mas depois de cada briga o nosso amor aumentava.
Eu fui uma idiota quando pedi um tempo da primeira vez,eu pedi um tempo porque tinha medo de você me deixar,ou me trocar por alguém melhor.
Voltamos,e o nosso amor estava cada vez mais lindo e mais forte,e o medo de te perder estava cada vez maior.
Enfim,cada mês que passava o nosso amor crescia,mais e mais,estavamos no auge da felicidade,e cada vez mais ligados um ao outro.Nessa felicidade toda,você me surpreendeu me dando a aliança,que sim,era o meu sonho,e com você. Eu não demonstrei a felicidade que me transbordava,e eu me arrependo disto.
No outro mês,começamos a brigar muito e você acabou terminando comigo. Nesse dia meu mundo desabou,voltei a fazer coisas das quais lhe prometi que não faria mais,os remédios viraram meu refúgio,comecei a tomar mais de 3 remédios por dia,e parei de comer.
Nesse tempo em que ficamos separados,eu fiz coisas que te machucaram e que fizeram você ficar com ódio de mim.Mas,você como é uma pessoa maravilhosa,acabou voltando,e dando um recomeço para nós.Esse o qual eu não aproveitei e te machuquei novamente com o erro que cometi,e com a minha distância.Eu sei que não irá me perdoar,mas mesmo assim,antes de partir para sempre,eu precisava escutar que me perdoava.
A minha distância nesse último mês,era por medo de te perder,porque eu sabia que você iria vir a me deixar,e que se você me deixasse eu não iria suportar.
Enfim,eu te amo,eu te amei,e irei te amar para sempre. Quero que saiba que independente de onde quer que eu esteja eu irei estar te protegendo e te dando forças.
Quando sentir um arrepio ou algo perto de ti,serei eu,tentando te lembrar que eu te amo.
Se eu pudesse voltar no tempo,eu faria diferente,eu te mostraria o quanto eu te amo,eu não teria medo.
Eu só te agradeço por tudo,e te peço para não esquecer o quanto eu te amo,apesar de que agora seja meio dificil de acreditar nisso.
“Eu te descrevo como a luz que me guiou na escuridão.”
Para o meu eterno amor,
De sua eterna garota.

CARTA DE SUICÍDIO
Provavelmente minha alma já deve ter encontrado o céu agora. É tarde e eu fiz tudo isso com todos os planos para que nada desse errado. Eu espero esse fim há muito tempo. Papai e mamãe, eu queria que ao menos uma vez vocês olhassem pra mim e dissessem que tudo ia ficar bem. Eu queria que vocês tivessem acreditado em mim. Eu queria mais tempo para explicar-lhes a dor que me habita, mas hoje ela transbordou e o relógio está tocando as quatro badalas da morte. Desculpem-me por tudo, mas eu não consegui ouvir os consolos dos inúmeros pares de sapatos e roupas de marcas que vocês me abarrotavam. Eu tinha tudo, menos amor, e era amor o que eu mais precisava. Eu não sei explicar. Talvez eu tenha me seduzido pelas bebidas e pelas drogas, pelas facas, pelas lâminas. Elas eram minhas amigas mamãe. Conversavam comigo sempre que eu estava sozinha, e ah, eu gostava tanto delas. Você entende? Quando eu não tinha mais ninguém, elas me acolhiam. A noite vinha fria demais, o coração apertava demais, e os olhos, ah os olhos, estes vão apagar em minutos. Eles cansaram muito de chorar. Mergulharam tanto em lágrimas que não conseguem mais ficarem sóbrios. Eu peguei os seus remédios papai. Eles são coloridos e eu gosto de cores. Combinei o marrom com o vermelho - a mamãe adorava essa combinação. E os amarelos ficaram por último, porque amarelas foram as flores do enterro da vovó. Os meus pulsos nunca estiveram tão vermelhos e meus olhos nunca se afogaram tanto. Eu mergulhei nas ondas da angústia e a vida não me deu bóias. Sinto muito, eu me afoguei. E eu gosto muito do vermelho, e dos meus pulsos. Meus pulsos. Lembra quando me perguntaram se eu os tinha machucado? E eu respondi que havia um prego na mesa da escola, pois é, o prego era o estilete que o papai usara para cortas os cartões do seu novo escritório. E o machucado, ah, ele não importa pra vocês. Hoje eu quis mais vermelho, eu quis mais sangue. E eu consegui. Ficarei inundada nas marés apaixonantes do inverno e sorrirei, quando despercebida, chegar ao mundo que eu tanto sonhei. A água, o vinho, os venenos. Estão todos aqui, estão assistindo ao meu fim. São a minha plateia fabulosa, silenciosa e agradavelmente fria. Eu nunca quis fazer ninguém chorar, mas ninguém nunca se importou com as minhas lágrimas. Faço justiça então. Ninguém nunca vai entender minha dor, porque só eu sei o quanto mata. Não se perguntem por que eu morri agora. Se perguntem por que é que vocês ainda estão vivos. Eu lutei demais. Eu sofri demais. E, papai eu já estava morta há muito tempo, dentro de mim mesma. Deus pode ter exagerado no meu fardo, mas ele abusou da minha coragem. Coragem esta que me conduz ao precipício agora. Pode ser que eu pague tudo em outra vida, mas hoje eu preciso matar a dor. O hoje é o que me importa. Eu não vou viver o amanhã. Não há ninguém para me salvar, e eu não sinto muito. Dou graças a Deus pelas circunstâncias favoráveis do dia de hoje: chuva, muito trabalho, cidade agitada, fim de ano e casa vazia. Amanhã nos jornais, eu, infelizmente vou ser a capa – “Menina perfeita se suicida e deixa carta.” Eu só quero que saibam que eu tentei apesar de tudo. Minha mente sempre será uma incógnita para todos, e para mim, ela é apenas a perfeição. Hoje eu protagonizarei meus diversos contos publicados nos jornais da escola.
Eu estou partindo, pra sempre.
Com carinho,
Ofélia.
Coffee and Pain